terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Morte do Poeta



As lâminas de tuas falas
ecoam em ondas pela sala
caminhando nos três anos
da tua distância
Leio bulas de anfetaminas
no entrespaço caótico de meus poemas
sobre o sofá desengonçado de meus pensamentos

No domingo
o vizinho ouve futebol
não perdoando Bach
infiltrado na chuva

Tenho uma folha de papel
em branco
uma caneta em preto
uma solidão
um medo de amar
um pensamento de suicídio

Tomo chás naturais
com impressão de cicuta
Recito meus versos ao espelho
sob a aura dos desesperados
na arena dos romanos

Entre um verso agoniado
teu nome brota, ânsio de voz,
estendendo suas raízes
vincando o papel de parede
aprofundando-se em minha necessidade
de ti

Tuas lâminas vazam minha
máscara
alcançando-me através dos anos

Olho pela janela
a chuva abre crateras no chão
É outra guerra
Engulo poções mágicas
premeditando vôos
sobre a folha estendida
Empunho meu florete
digladio com tuas lâminas
sob a chuva, Bach e Mozart
aguardando a calma da noite
que nunca se define

As lâminas das quais falo
mergulham silenciosamente
nas gavetas dos sons futuros
aguardando minha chegada ao presente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Que o saber seja adulto mas o brincar de criança




"A quem faz pão ou poema
só se muda o jeito à mão
e não o tema.

Atingira um silêncio tão de espanto
que era todo universo à sua volta
um seduzido canto.

E posto que viver me é excelente
cada vez gosto mais de menos gente.

Não sei quem manda na vida
mas a quem for eu me entrego
e o que queira me decida.

Pé firme leve dança
que o saber seja adulto
mas o brincar de criança."

domingo, 26 de setembro de 2010

E Comíamos Fruta Madura



A casa abandonada, os crisântemos plantados, os retratos na parede, o relógio marcando o tempo. Tempo em que a vida era plantar e colher. Pegar a jabuticaba no pé, sentir seu sumo escorrendo pela boca à fora, correr entre os campos floridos e deitar na relva um corpo cansado, porém leve com a pluma. Olhar longe o verde da campina tendo um céu límpido como manto. Assim eram os dias, assim era a vida.

É essa imagem que trago dentro do peito, feito ferro em brasa quente a marcar o boi no pasto. E ela queima, dilacera deixa esse gosto amargo de dias parados, noites sem fim.

Onde colher, agora, o crisântemo da minha infância? Como arrancar da terra com mãos envelhecidas a flor do passado? Enfeitar o vaso da sala, e sentir o aroma da jabuticaba como se no quintal elas estivessem. Rever tua figura entrando pela porta tirando o chapéu, beijando meus cabelos negros e a noite ouvi-lo contar as histórias de seu tempo de menino. O que ficou de tudo, meu pai? Das conversas ao entardecer. Dos planos e dos sonhos. Da tosse da tia Maria no quarto ao lado, tudo tão real. E comíamos fruta madura, e raspávamos o prato de sopa. E a sopa era boa.
O que ficou?
Um nome, uma terra. Verdes campos.

Sueliaduan

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Feliz Aniversário!


No dia do aniversário
A gente às vezes tem vontade
De se esconder dentro do armário
Mas aí vem um com um beijo
Outro realizando um desejo
E aquele que está sempre atrasado
Chega super animado
Estourando um champanhe
Mesmo que eu estranhe
E não entenda muito bem
Por que tantos parabéns
Fico feliz com os presentes
Agüento melhor os parentes
E não me pergunto na hora
O que há de mentirinha
Nessa anual história
Quem me dera tanto afeto
Duas vezes por semana
Pra derreter a couraça
Pra amenizar minha gana
Congelaria se possível
Muitos pedaços do bolo
Pra durante o ano carente
Come-los como consolo

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Arte ou Loucura?


O processo desta tese sobre Arte e Loucura teve inicio em março de 2008 e se deu à partir da minha proposta em abordar em uma exposição coletiva esta questão tão complexa e ao mesmo tempo tão fascinante e abrangente sobre a eterna pergunta que o homem se faz: todo artista é louco? E o que é loucura no ponto de vista da arte?

Tratei sobre o tema da genialidade, da arte e da loucura. Minha tese é que os verdadeiros gênios são raros no curso do acontecer histórico. No mais das vezes, o que se encontra são indivíduos talentosos que, procurando alívio para o seu sofrimento, fazem a projeção e a catarse de suas dores nas obras de arte que produzem. Desta forma, homens talentosos, alavancados pela sua psicopatologia, são capazes de produzir as obras-primas da arte universal.


Em Phaedrus 245 (Platão), Sócrates aparece afirmando que os poetas são susceptíveis à loucura, chegando, mesmo, a asseverar que não obteriam sucesso sem ela. Nos diálogos com Íon de Chios, Sócrates declara que os poetas e os críticos são possuídos pela loucura, de modo que eles chegam a perder, conscientemente, o controle sobre suas palavras. No Problemata 30, de Aristóteles, diz o mestre que os poetas e os filósofos têm uma inclinação excessiva à melancolia.


O exaustivo, atual e excelente trabalho publicado por Felix Post, após ter estudado 291 biografias de homens geniais, conclui que graves desvios de personalidade são freqüentes nos artistas plásticos e nos escritores. Avança em suas observações, chegando a dizer que a depressão e o alcoolismo, certamente estariam intimamente ligados a formas de verdadeira criatividade. Cremos que aqui poderíamos citar, sem temor de errar, como exemplos dessa assertiva, Edgar Allan Poe, Baudelaire, Verlaine, Rimbaud, Hemingway, Faulkner e por aí vai.


Slater depois de cuidadosos trabalhos a respeito do excitante tema de criatividade e da patografia, afirma que o evento psicopatológico, quando presente, exerce o poder de alavancar a atividade criadora. Vários outros autores chegaram mesmo a levantar a hipótese de causa e efeito entre anormalidades mentais, sua psicopatologia e a criatividade artística. Certa ligação entre criatividade e tendência a doenças afetivas hoje é largamente aceita, bem como há numerosas publicações, como a de Jamison (1993), advogando uma específica relação entre a criatividade e desordens (bipolares) maníaco-depressivas.


Felix Post cita como pacientes com sérios problemas da psicopatologia ou graves distúrbios sexuais: Charlotte Brontë, Colette, George Eliot, Virginia Woolf e Marie Curie. Na pesquisa de F. Post, os cientistas têm uma baixa prevalência quanto às anormalidades psíquicas, ao contrário dos compositores, políticos, artistas, pensadores e escritores. Quanto à sexualidade, Hitler apresentava ejaculação precoce, enquanto que, em Gandhi, vamos notar uma sublimação da atividade sexual, por deslocamento, para a atividade política, e a conseqüente cessação do intercurso conjugal. Carlyle, Ruskin e Tchaikovsky mostraram-se incapazes de consumar o casamento. O exibicionismo e o alcoolismo de Utrillo chegaram a levá-Io a internação hospitalar.


Quanto à orientação sexual outras, dentre os gênios homossexuais poderíamos citar: Michelangelo, os compositores Britten e Tchaikovsky, os filósofos Foucault e Wittgenstein. Bissexuais, mas predominantemente homossexuais, foram John Maynard Keynes e André Gide. Outros homossexuais, Somerset Maughan, Proust, Oscar Wilde, Aldo Bonadei, Nijinsky, Jean Cocteau, Garcia Lorca. Dentre homossexuais latentes, Leonardo da Vinci, Gógol e Henry James.


Quanto a doenças da psiquiatria manifestas em personalidades geniais, pode-se lembrar os nomes de Donizetti, Virginia Woolf e Hemingway como apresentando o Transtorno Afetivo Bipolar (ou, Psicose Maníaco-Depressiva); em Schumann, a esquizofrenia paranóide. Van Gogh é um caso interessante, pelos vários diagnósticos que lhe já foram conferidos. De minha parte concordo plenamente com Gastaut, pensando tratar-se de um caso de epilepsia psicomotora (ou epilepsia do lobo temporal). Strindberg era esquizofrênico, dependente de absinto e álcool. James Joyce, esquizóide e esquizopata, que durante um período de depressão, apresentou alucinações auditivas. Lendo Ulysses, de Joyce, Jung viu neste livro um exemplo de uma obra produzida por um cérebro esquizofrênico.


Felix Post diz que, em contraste com os cientistas, os novelistas e dramaturgos costumam apresentar em seus ascendentes, casos psiquiátricos, bem como, de regra, tiveram uma infância e uma vida adulta sofrida. Em contraponto com os cientistas, os escritores, artistas e intelectuais freqüentemente apresentam dificuldades psicossexuais e conjugais: como exemplos, podemos recordar Kleist, Wagner, Sade, Verlaine, Ginger, Picasso, Salvador Dali, Pound.


O conceito de gênio originou-se em um núcleo de indivíduos dotados de manifestas e excepcionais aptidões para a expressão artística ou para a investigação. Neles notamos o mais alto grau da capacidade mental criadora, em qualquer sentido da atividade humana. Se a obra de um homem transcende o condicionamento sociológico da conjuntura em que foi produzida, tornando-se universal, poderemos dizer que temos diante de nós um gênio. Este ocupa o patamar exponencial do espírito humano, tornando-se um epígono do curso histórico; transformando-se em uma individualidade peculiar e excepcional, no tropel da humanidade que não pára.
Por outro lado, o homem suficientemente feliz, o Homo medius, aquele que, com muita clareza e visão, foi definido por Bovio como sendo o mais dócil e acomodatício, isto é, o mais capaz de adaptação a todas e às menores circunstâncias da vida social, será, via de regra, do ponto de vista da imaginação criadora, um medíocre. Não terá necessidade de potencializar suas hipotéticas virtuosidades e talentos, pois que, satisfeito de modo pleno com os conceitos da vida e de mundo da época em que vive, a ela se acomodará sossegada e frouxamente.


O gênio verdadeiro, genuíno, ninguém explica. Creio, contudo, que o verdadeiro talento, propulsionado pelo sofrimento da loucura, da desadaptação, tem, nas suas turbulências anímicas, um papel potencializador, impulsor de suas potencialidades, podendo elevar a obra de um grande talento às culminâncias da obra genial. Como exemplo esplêndido de nossa tese, temos Kleist, que só na iminência do suicídio (de formulação tipicamente psicótica), escreveu o seu genial poema Litania da Morte. Picasso só formulou e concebeu o cubismo, em decorrência de sua esquizofrenia latente, e o mesmo se pode dizer de Salvador Dali.


Pensamos que os gênios, os que chamamos de genuínos (Leonardo da Vinci, Michelangelo, Bach) são algo escassos no decorrer do curso da história. No mais das vezes, pensamos se tratar de grandes talentos, que pelos sofrimentos e angústias da loucura, tiveram necessidade premente, para seu alívio anímico, de produzir artisticamente. Pela sua imperiosa necessidade de projeção e catarse, ao produzir uma obra de arte genial, o artista logra, concomitantemente, algum alívio anímico, que a projeção e a purgação de suas cargas emocionais angustiantes, provindas de sua loucura, lhe podem proporcionar.


Se entendermos a loucura como o fruto de um conjunto de distúrbios graves dos processos perceptivos, do juízo crítico de realidade, da consciência moral, da consciência do eu e dos objetos, dos afetos, sentimentos e dos processos intelectivos, vamos perceber que tal situação clínica será vivenciada de maneira terrivelmente angustiante pelo paciente. Sendo, este, talentoso, há de querer aliviar seu sofrimento através de sua arte, projetando aflitivamente, na tela, no mármore, no papel, suas angústias, purgando seu padecer, e elevando, desta forma, às culminâncias geniais, a sua obra artística.


A loucura, em si, nada cria. Haja vista o caso de HöIderlin que, à medida em que a demência esquizofrênica, incipientemente progredia, seu talento poético foi-se extinguindo. A loucura, em si mesma, separada de outros fatores que estão amalgamados na personalidade, tudo destrói. Porém, se a loucura se abate sobre um talento ou um gênio, não o consumirá de todo. Ele se defenderá pela projeção e pela catarse, situando-se em uma zona instável, entre a insanidade e a normalidade. Aí encontraremos a zona de luz da verdadeira criação artística genial, pois que ainda algo apegado à realidade, pode o artista produzir obras que as mentes comuns jamais seriam capazes de fazê-las (por exemplo, o impressionismo, o fauvismo, o cubismo, o surrealismo, o abstracionismo, as colagens, a arte conceitual).


Se por um lado encontramos o homem normótico, o homem médio, com sua filosofia de Sancho Pança, que por nada quer perder sua tranqüilidade, e com sua ingênua indiferença diante do insólito, não se aborrece; por outra parte temos o indivíduo excepcional, o talento, à genialidade alçado pela loucura, parcialmente psicopático, com seus nervos hipersensíveis, suas vivas reações afetivas, sua escassa capacidade de adaptação, humores e destemperos, angústias e ansiedades, a produzir a arte eterna, fruto dessas erupções anímicas e tectônicas da personalidade e assim o faz seu próprio alívio, para a glória de seus posteriores e gáudio da humanidade.


Contrariamente à tese de Foucault, julgo que a loucura deva ser tratada e que ela, por si só, nada cria. As demências esquizofrênicas de Nijinsky, Salvador Dali e HöIderlin são exemplos bem característicos do que disse. A loucura tudo destrói, quando dissocia ou demencia uma personalidade. Em contraposição, VilIa-Lobos e Stravinsky, por exemplo, eram pessoas geniais, mas pragmáticas e bem adaptadas à sua época e às exigências de seu tempo.


Nosso trabalho é de que os gênios verdadeiros, ao contrário do que supôs Kretschmer em Homens Geniais, são escassamente encontrados na história da humanidade. Os grandes talentos, que são a maioria dentre os artistas tidos como "geniais", é que, quando acometidos de processos psicopatológicos, procuram, avidamente, aliviar a sua tensão, o seu sofrimento, produzindo artisticamente, fazendo a projeção e a catarse de sua dor.


Assim, é que surgem as obras geniais. Não estabeleço, pois, uma ligação inelutável entre a loucura e a genialidade, como querem Eysenck, Andreason, Jamison e Hare; nem estabeleço uma relação direta, de causa e efeito, entre uma obra artística genial e o possível "gênio" que a elaborou. Penso, sim, que na grande maioria dos casos, em que se observam obras geniais, seus autores eram, sim, indivíduos talentosos, cuja necessidade de criação artística representava o elemento leniente para a dor de sua loucura.


Como exemplo, posso citar Rimbaud: não existiria Une Saison en Enfer, sem o seu desvario. Não existiria o cubismo sem a dissociação do pensamento de Picasso em Les Demoiselles d'Avignon; nem Les Fleurs du Mal sem a loucura de Baudelaire e, nem mesmo, o Ulysses sem a esquizofrenia de Joyce, na opinião de Jung, que, aliás, fizera o mesmo diagnóstico de Picasso ao visitar uma exposição de sua pintura em Zurique.
Em suma, penso que as obras artísticas geniais são, no mais das vezes, produtos de um talento que sofre, do que a criação plácida de um gênio verdadeiro.


Essa tese assim exposta justificaria a presença de tantas doenças mentais e transtornos de personalidade em indivíduos tidos como "geniais" e que legaram sua obra, fruto de seu sofrimento, para a admiração e o deleite da posteridade.



Santiago Ribeiro

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Imprensa




























A Montanha

Calma, entre os ventos, em lufadas cheias
De um vago sussurrar de ladainha,
Sacerdotisa em prece, o vulto alteias
Do vale, quando a noite se avizinha:

Rezas sobre os desertos e as areias,
Sobre as florestas e a amplidão marinha;
E, ajoelhadas, rodeiam-te as aldeias,
Mudas servas aos pés de uma rainha.


Ardes, num holocausto de ternura...
E abres, piedosa, a solidão bravia
Para as águas e as nuvens, a acolhe-las;

E invades, como um sonho, a imensa altura,
__Última a receber o adeus do dia,
Primeira a ter a bênção das estrelas!










Memórias de um carnaval

E eis que o carnaval acabou
E uma dor quase física
Tomou conta do meu coração

Ontem, eu fui feliz
Gente... muita gente...
Bagunça, confete e serpentina
Cabelo emaranhado, corpo suado
Samba no pé, extrema euforia
Tudo era festa... Tudo folia...

E eu naquela alegria
Contagiava a todos
Arlequins, pierrôs e colombinas

E eu cantava...
Sambava...
Rodopiava...
Pulava...
Amava...
Beijava...
E não me cansava

Para mim, não existia
Nenhuma sombra de tristeza
Pois tudo era uma beleza...
Ao desfilar na passarela
Com a fantasia amarela
Cantando desenfreadamente
Ao lado de muita gente
Que brincavam alegremente

Abriam alas a minha passagem
Jogavam flores na carruagem
E aplaudiam as minhas micagens

Finalmente
A Quarta-feira de Cinzas chegou...
Tudo acabou...
Minha alegria me abandonou
Minha voz emudeceu
Meu sorriso se apagou
Meus olhos não mais brilharam
Não ouviram o meu cantar
A ilusão se foi...
E o meu pobre coração
Com um dos pierrôs, folião...
Ficou...



Santiago Ribeiro

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Maquete - O Morro, a Favela



TítuloO Morro, a Favela 

HistóriaSão áreas degradadas de uma determinada cidade caracterizada por moradias precárias, falta de infra-estrutura e sem regularização fundiária. Segundo a Organização das Nações Unidas, a porcentagem da população urbana que vive em favelas diminuiu de 47 por cento para 37 por cento no mundo em desenvolvimento, no período entre 1990 e 2005. No entanto, devido ao crescimento populacional e ao aumento das populações urbanas, o número dos moradores de favelas ainda é crescente. Um bilhão de pessoas no mundo vivem em favelas e esse número provavelmente irá crescer para 2 bilhões em 2030. Outro relatório da ONU, divulgado em 2010, apontou que 227 milhões de pessoas deixaram de viver em favelas na década de 2000.
O termo tem sido tradicionalmente referido a áreas de habitação que já foram respeitáveis, mas que se deterioraram quando os habitantes originais foram deslocados para novas e melhores partes da cidade, porém o termo também é aplicado aos vastos assentamentos informais encontrados nas cidades do mundo subdesenvolvido e em desenvolvimento.
Muitos moradores opõe-se energicamente contra a descrição de suas comunidades como "favelas", alegando que o termo é pejorativo e que, muitas vezes, resulta em ameaças de despejos. Muitos acadêmicos têm criticado a UN-HABITAT e o Banco Mundial, argumentando que a campanha criada pelas duas instituições denominada "Cidades Sem Favelas" levou a um aumento maciço de despejos forçados. 

Medidas1,82m de comprimento - 1,73m de largura 

Principais matérias-primasPapelão, sucatas em geral e 200 luzes (aquelas de Natal)

Antenas: Fundos de latinha de refrigerante  

Fios de poste: Linhas  

Estilo de arquiteturaPopular 

Cores predominantes: Diversas 

Tempo de montagem: 9 meses

Ano: 2009 

Motivação: Encomenda de um colecionador de artes 

Nota: Tenho um gosto especial em montar favelas pois ela me liberta do compromisso do tudo "limpo" e "certinho" que os outros, instintivamente me exigem. Favela pra mim é diversão, desordem e, claro, muita cor

Exposição: Esta obra não foi exposta 

































Viva a Criatividade!



























Postagem em destaque

Colagens com Papel

O Jardim